Ensaio "Maracatu Rural no Carnaval pernambucano"

Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)
Maracatu do Baque Solto (Rural)

 

Os caboclos de lança são os guerreiros de Ogum. Descendentes de escravos. Vestem-se com luxo e brilham durante os dias de Carnaval no pequeno município de Nazaré da Mata.

Suas delicadas golas são bordadas de azulejos portugueses. Sua cabeleira de papel celofane colorido brilha ao sol e traz para perto deles seu guia espiritual (amarelo: Oxum; azul: Oxóssi; vermelho: Xangô). Suas lanças reforçam sua natureza de guerreiro. Carregam sinos, grandes e pesados, com o som dos facões dos cortadores de cana.

Essa figura quase mítica é o principal personagem do Maracatu do Baque Solto, também conhecido como Maracatu Rural (festa que nasceu no interior de Pernambuco e tem uma relação muito estreita com a cultura canavieira e com as origens africanas dos brincantes).

Sua sambada é envolvente e encantadora: cheia de saltos, giros, caídas e embates. Dançar e brincar com uma indumentária que pesa cerca de 30kg é sempre um enorme desafio, mas, ao mesmo tempo, uma prova da grande capacidade de superação desse povo guerreiro.

O orgulho de brincar como caboclo é passado de geração em geração: prova da resistência (física e cultural) que mantém a festa tão ativa e vibrante.

São Paulo - Brasil