Ensaio "Çairé"

Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão
Çairé - Alter do Chão

 

O capitão sai marchando na frente. A saraipora segue logo atrás dele, carregando o Çairé,uma linda armação de cipó, recoberta com fitas coloridas. Junto com eles, vão os alferes, o juiz, a juíza, o procurador, a procuradora, a troneira, as moças das fitas e um monte de cidadãos de Alter do Chão e de turistas.

Os rufadores tocam animadas canções de louvor, durante a procissão. O principal objetivo dessa tradição é levar os pesados mastros da Praia do Cajueiro para a Praça do Çairódromo.

O mastro do juíz - onde vai ficar hasteada a bandeira branca com a pomba vermelha – é carregado pelos mordomos, todos de camiseta verde. O mastro da bandeira da juíza -vermelha com a pomba branca - é carregado pelas mordomas, todas de camiseta vermelha.

Quando eles chegam na Praça, a população se divide: homens de um lado, mulheres do outro. Cada grupo vai ser responsável por enfeitar seu mastro com folhas e frutas.

Depois de 5 dias, de muitas rezas, reuniões e comidas comunitárias, chega o dia da derrubada do mastro. Quem tiver vontade pode tentar escalar as longas toras de madeira. Junto às bandeiras do Divino, um prêmio aguarda o aventureiro que conseguir chegar lá em cima primeiro. No caminho entre a terra e o céu, ele desamarra as frutas e compartilha a fartura com a população.

Quando as bandeiras tiverem sido trazidas de volta para o juiz e para a juíza, já não haverá mais frutas, nem prêmios. Começa então uma competição acirrada entre homens e mulheres que, a golpes de machadadas, derrubam o mastro e marcam o final do ciclo de celebrações daquele ano.