Dois homens com fantasias de chita e cetim e com máscaras de papelão e couro estão agachadas no chão remexendo em uma mistura de serragem, flores e papel colorido picado. São palhaços da Folia de Reis de Santo Antônio da Alegria.

 FOLIA DE REIS

SINTA-SE LÁ

Na casa da Dona Amélia o clima é de festa: a casa toda arrumada, o cheiro gostoso da comida sendo preparada no fogão à lenha, um lindo e gigantesco presépio montado na varanda. Tudo preparado com muito carinho para receber os amigos, os parentes e o grupo da Folia de Reis!

Na cultura católica, o Natal é uma época de acolhimento, de encontros, de comunhão, de intimidade. De abrir sua casa para receber os amigos. De presentear. De ser presenteado.

E que presente maior pode haver do que receber a Folia de Reis que, com a simplicidade do caipira, vem, todos os anos, de casa em casa, cantar e recontar a história do nascimento de Jesus e a visita dos 3 Reis Magos?

Os foliões chegam em bando, pedem licença em versos, entregam a bandeira à dona da casa e cantam. Fazem louvores. Contam as histórias bíblicas e fazem graça com as histórias terrenas que envolvem os moradores daquela residência. Declamam versinhos de improviso e repetem ladainhas muito antigas. Trazem para a casa das pessoas a alegria que o nascimento de seu líder espiritual inspira, presenteando os donos da casa com um momento único que será lembrado o ano todo.

NUM MINUTO

 
 
 

FOTOS

O presépio é o centro das atenções desta festa tão tradicional na zona rural de São Paulo e Minas Gerais já que é em frente a ele que as companhias de Folia de Reis louvam a Baltazar, Belchior e Gaspar. Na casa da dona Maria, o presépio foi enfeitado com as figuras bíblicas tradicionais, vários anjos e alguns bibelôs que ela tinha em casa.

Assim como  Jesus recebeu presentes dos Reis Magos, os foliões recebem donativos, se alimentam com a comida simples e saborosa que os donos das casas visitadas preparam, agradecem por tudo e vão-se embora, visitar uma outra família, onde começa tudo outra vez!

São 6 dias de festa. Seis dias visitando as sagradas famílias aqui da terra. Seis dias conhecendo as casas, as pessoas, as histórias e os presépios montados com esmero para recebe-los – aos cantores, aos Santos Reis e, claro, ao menino Jesus.

Muitas histórias de milagres são atribuídas aos Santos Reis. Em cada pouso, uma nova narrativa. Todas parecidas. Todas únicas.

Em todos os lares, a alegria do encontro: com a companhia, com os vizinhos, com os Santos Reis, com Deus.

MÚSICA TÍPICA

Criança, botão que dará florOsvaldo Firmino Martins (Vardinho)
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COM A PALAVRA

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Devota

Natália

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