Ensaio "Noite dos Tambores Silenciosos"

Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
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Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos
Noite dos Tambores Silenciosos

 

O clima é de concentração e reverência no Pátio do Terço, região central de Recife.

É segunda feira. Dia das almas no candomblé. Dia de relembrar as origens e reverenciar os antepassados.

A festa é especial, porque também é Carnaval.

20h e as alfaias começam a soar. Parece que a batida está dentro da gente. O som toma conta do pequeno largo. Os vestidos longos e rodados giram sem parar. As roupas vistosas e cheias de cores, estão ali para lembrar da gente africana.

À meia noite os tambores silenciam. Um ato de respeito em memória daqueles que desfilavam em silêncio por essas mesmas ruas no passado, porque não tinham o direito de celebrar as suas origens.

Como que em transe, cada participante do evento mergulha no silêncio.

Depois de uma breve cerimônia, as caixas e alfaias recomeçam. O som hipnótico dos tambores, principal instrumento da orquestra dos xangôs, envolve as criaturas humanas e os Orixás. Um novo tipo de transe toma conta das pessoas.

 

A festa vibra noite a dentro.

São Paulo - Brasil