• Andrea Goldschmidt

15 curiosidades sobre o Maracatu de Baque Solto

Atualizado: há um dia

1. O Maracatu do Baque Solto é uma manifestação cultural folclórica pernambucana afro-brasileira. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e europeia.

2. O Maracatu é um cortejo real que desfila com toda a solenidade inerente à realeza

3. Provavelmente teve origem nos engenhos de cana de açúcar, onde os brincantes vivam e trabalhavam. No final do século XIX, após a promulgação da lei Áurea, os trabalhadores canavieiros se reuniam nos períodos de folga para brincar e festejar depois do expediente. Iam improvisando ritmos com os instrumentos de trabalho de que dispunham, o que deu origem ao Maracatu do Baque Solto, também conhecido como Maracatu Rural.

4. O termo maracatu tem origem incerta, mas especula-se que seja uma variação linguística do norte de Angola onde maracatuca significa "vamos debandar", termo utilizado pelos escravos no momento em que suas manifestações eram reprimidas pelas forças oficiais. Outra possibilidade é que o termo venha da junção do maracá (instrumento indígena) com catu (bonito).

5. Em todo grupo de Maracatu do Baque Solto há um mestre, que se posiciona de maneira estratégica entre os brincantes e os músicos. Ele declama poesias e carrega o apito utilizado para “reger” o cortejo. Os mestres criam versos de improviso e são eles que determinam o ritmo da evolução do cortejo.

6. Os músicos tocam 5 instrumentos percussivos (gongo, ganzá, tarol, cuica e surdo) e 5 instrumentos de sopro (trombone, trompete, saxofone, clarinete e a buzina, instrumento produzido artesanalmente em folha de flandres).


7. Além do mestre e dos músicos, os grupos são compostos por um porta estandarte, a corte (o rei, a rainha, príncipes, princesas e pajens), a Dama do Paço, as baianas, caboclos de pena e os caboclos de lança.


8. A indumentária do caboclo de lança chega a pesar 30 kgs e ele é considerado um bom caboclo se souber usar a guiada sem machucar ninguém enquanto dança.

9. A guiada dos caboclos é uma lança de madeira, com cerca de 2 metros de comprimento. Ela é quase sempre pintada de vermelho, em alusão à cor do sangue (do oponente de suas lutas) e recoberta com fitas coloridas.

10. O preparo religioso realizado pelo padrinho ou madrinha do grupo (em geral pais ou mães de santo), antecede as apresentações e têm o objetivo de garantir a proteção do grupo. O preparo inclui o resguardo sexual de alguns personagens específicos, banhos de ervas, aguações, fumaçadas, oferendas a orixás, etc.

11. O Arreiamá, também chamado de caboclo de pena, pode ser reconhecido pelo imenso penacho de plumas que usa na cabeça e pela machadinha que carrega nas mãos. Ele é quem protege espiritualmente a brincadeira, com uma dança ritual ligada aos cultos indígenas.

12. A Dama do Paço carrega uma boneca (parecida com ela), chamada Calunga, que também é calçada no terreiro antes do início da festa. Ninguém deve tocar a Calunga (a não ser a Dama do Paço) sob o risco de adoecer!

13. A associação dos Maracatus de Baque Solto, criada em 1989 aglutina hoje 115 agremiações. No município de Nazaré da Mata, uma cidade com cerca de 30.000 habitantes, estão as sedes de 25 destes grupos.

14. Hoje, o folguedo é considerado típico do Carnaval, mas os grupos se reúnem o ano todo, com exceção do período de quaresma.

15. Mais do que uma brincadeira, o Maracatu é uma herança secular, motivo de muito orgulho e admiração.


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